Ata 01/07/2008
Universidade Federal de Pernambuco
Departamento de Filosofia
Grupo Kant 01/07/2008
Coordenador: Prof. Dr. Érico Andrade
Membros Presentes: Írio Coutinho, João Henrique Breda e Sérgio Farias Filho
Leitura da Segunda Analogia da Experiência
B232-233
Obs. 1ª O tempo não pode ser percebido em si mesmo.
2ª Crítica ao pensamento de Hume: na percepção fica indeterminada a relação objetiva dos fenômenos que se sucedem uns aos outros (B234).
O hábito não indica a necessidade nem a objetividade das relações entre os fenômenos. A absolutização da contingência, inscrita na idéia de hábito, fere o desejo kantiano de explicar a necessidade da física de Newton.
Contra-argumento: Segundo Loparic é possível pensar uma certa falseabilidade em Kant no que se refere ao conhecimento, sendo o pensamento kantiano a expressão da certeza de que dada as mesmas condições e as mesmas regras (subjetivas) os fenômenos ocorrerão de um mesmo modo.
Conseqüência: os fenômenos apresentam-se segundo regras do entendimento, as quais determinam todo o modo de apresentação dos fenômenos. Não podemos escolher essas regras, que nos são dadas (ou inatas?). Essas regras do entendimento parecem revelar um certo mentalismo em Kant ou mesmo uma psicologia.
Questões: As regras do entendimento seriam as mesmas regras da ciência? As categorias seriam, diríamos, a forma lógica das proposições científicas? Enquanto para Descartes o método é necessário na busca do conhecimento certo, em Kant as categorias parecem apontar para uma única forma de conhecimento ou única forma de determinação das leis da ciência. O limite mental seria, portanto, um limite epistêmico decisivo. Não residiria nesse ponto a subordinação kantiana da razão ao entendimento no que concerne ao conhecimento teórico? Pois, os limites do entendimento podem ser considerados os limites da ciência e do conhecimento de maneira geral?
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